A verdade sobre certificação energética.

Quando começamos as buscas de moradia em Portugal nos deparamos com a certificação energética.


Mas você sabe o que é isso? E qual sua importância no dia a dia?


O Certificado Energético (CE) de um edifício ou fracção autónoma é um documento emitido no âmbito do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE) que classifica cada imóvel em termos do seu desempenho energético segundo uma escala pré-definida de 8 classes (A+, A, B, B-, C, D, E e F), em que a classe A+ corresponde a um edifício com melhor Desempenho Energético, e a classe F corresponde a um edifício de pior desempenho energético.


Os edifícios são os maiores consumidores de energia do mundo, representando mais de um terço da energia final consumida no planeta. Na mesma medida, são uma das maiores fontes de emissões de dióxido de carbono. Sabendo disso, a União Europeia criou o sistema de certificação energética visando baixar o consumo de energia e também reduzir as emissões de CO2.


Quem faz o CE é um perito contratado para avaliar a classificação de um imóvel. Ele identificará, qualificará e calculará o desempenho térmico de um edifício, dentro da escala de eficiência energética. Ele pode, ainda, indicar medidas para elevar desempenho do local e reduzir os custos energéticos.


A classe energética é determinada por vários fatores:

  • Ano de construção;

  • Localização;

  • Tipo de habitação: se é um prédio ou uma moradia;

  • Área da habitação;

  • Constituição das envolventes, isto é, das paredes, coberturas e pavimentos;

  • Equipamentos de climatização, nomeadamente para ventilação, arrefecimento e aquecimento;

  • Equipamentos associados à produção de águas quentes sanitárias.

Agora que você já sabe o que é, vamos falar do que isso implica na prática.

A classe de eficiência energética média em Portugal é a C. Para novas construções é exigido um certificado B- que está acima da média nacional. Ou seja, apenas imóveis construídos na última década têm a certificação energética acima da média.


Imóveis mais novos são, via de regra, mais caros. Tanto para arrendamento quanto para compra.


Sendo assim, é claro que é ótimo ter um imóvel com alta certificação energética, pois além de ecologicamente correto pode trazer um conforto maior.


Mas em relação a economia e conforto térmico existem uma série de outros fatores a ser observados.


Em relação a conforto término é mais importante analisar as vedações no imóvel e saber que é possível climatizar o ambiente de outras formas.


Em relação a economia de energia, o que se poupa não é tão relevante num curto espaço de tempo, ainda mais se for levado em consideração o custo total do imóvel. Pode valer mais a pena investir em eletrodomésticos inteligentes.


Agora, se sua preocupação não é financeira e e você pode investir mais no valor do seu aluguel um imóvel mais novo com um alta certificação energética pode ser, sim, uma boa pedida.




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